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Muita Informação. Mesmo. Maio 31, 2006

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Hoje eu comi um sanduíche do subway no subway. Hahaha!!!

Entendeu? Tipo, eu comprei um sanduíche do subway, a loja, e comi no subway, no metrô, sacou? Bom, quando isso estava na minha cabeça soava mais engraçado…

*
Museus!

Estive no museu de história natural, no museu de arte moderna (MoMA) e no Guggenheim. Vamos por partes:

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Rafa e o primeiro animal de estimação do Airton.

Passamos uma tarde no museu de história natural. Fantástico! Muitos bichos de todos os lugares do mundo, alas destinadas a povos africanos, asiáticos, fósseis super loucos de dinossauros gigantescos, entre muitas outras coisas legais. Lá dentro, assistimos o “Cosmic Colisions” num cinemão 3D com cadeiras que tremem e tudo, narrado pelo Harisson Ford. Gostei. Vimos também uma exposição especial sobre o Darwin, com cadernos de notas dele, uma reprodução de sua casa e outros pertences pessoais. O legal desse museu é a modernidade das coisas, muita interatividade, iluminação de primeira e um acervo simplesmente IMPOSSÍVEL de ver num só dia. Vale muito a pena!

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Eu e um Picasso (desculpem-me, mas não resisti!)

Mas de todos os museus, o MoMA foi o que realmente tocou meu coração. O MoMA é grande, mas dá pra dar uma passada em todo acervo numa tarde, a não ser que você queira escutar todas as histórias de todos os quadros, um por um… a melhor coisa, depois do acervo, é o aparelhinho que eles entregam quando você chega. Você digita o número do quadro que está olhando e ele dá um resumo dele, ano em que foi pintado, o estilo do pintor, depoimentos do artista e às vezes um trecho de alguma crítica. A gente acaba descobrindo coisas fantásticas que jamais descobriríamos no dia a dia. E eles têm tudo de necessário para a realização visual de uma pessoa: Van Gogh, Matisse, Monet, Picasso, Cézanne, Degas, Kandinsky, Pollock, Miró, Andy Warhol, Magritte, Frida Kahlo… é realmente de PIRAR a cabeça e o emocional de uma pessoa. Chorei na frente do “Starry Night”, do Van Gogh. Lindo até dizer chega!!!

O Guggenheim foi a pura decepção. Ok, o prédio redondinho é uma graça, mas a exposição principal era uma disgrace total. Encheram todos os andares com uns ferros retorcidos de um tal de David Smith que qualquer metalúrgico do abc paulista faria mais ajeitadinho. Além do mais, o acervo deles não chega nem na unha do dedo mindinho do MoMA e as pessoas TODAS são grossas. Talvez por estar na quinta avenida, o lugar das pessoas chiques, ricas e nojentas, os atendentes de lá não fazem questão nem de olhar pra sua cara. Tirando que quase me bateram quando eu tirei uma foto de uns ferros sujos. Vou lá mais não.

*

- Ei, você pode me vender um cigarro seu?

- Tipo, meu cigarro é brasileiro, não sei se você vai gostar…

- Sem problema. Quanto custa?

- Nada. Toma aí!

- Valeu! Eu sou do Haiti, quando me encontrar de novo, eu te dou um cigarro de lá, falou?

- Combinado.

E desde então eu me pergunto: que gosto será que tem um cigarro haitiano???

*

Estivemos no Crowbar, uma das maiores e mais perigosas casas noturnas de NY (ela está na lista das 10 boites mais perigosas da cidade). É realmente grande, é realmente bem decorada, a iluminação é ótima, mas o som é uma bosta e as pessoas são bem mais ou menos também. Tomei umas com o Rafa, fiquei tonto, levei uns tombos e perguntei pra uma menina que trabalhava lá onde ficava a sala VIP. Ponto a menos pra o preço pra entrar, caréeesimo. Ponto a mais pras raparigas que ficam dançando em cima dos palquinhos, dançando feito loucas e se tocando de maneira íntima e pessoal.

*

Eu andando na rua atrás do Empire State, umas três da tarde… não é que tem altas casas de strip tease por lá? Passando em frente a uma delas, um cara de uns 3 metros de altura me chama:

- Olá senhor! Quer conhecer o estabelecimento? Não paga nada pra entrar, só tem que tomar uns 2 drinks…

- É que…

- Temos as mulheres mais bonitas do mundo dançando no palco…

- Vocês não precisam de, sei lá, um garçom?

- Garçom até que não… mas umas meninas novas, de repente…

Não sei por que, mas nesse momento me lembrei da Themis, da Moema, da Sylvinha, da Rôi, da Simone… hahahaha!!!

*

 

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A formatura do Rafa foi realmente um espetáculo!!! Imaginem que foi no Radio Music City Hall!!! Nunca vi um teatrão mais chique! Lá dentro é tudo monumental, gigantesco! O lobby de entrada é todo forrado de tapete persa. Sei lá quantos andares de platéia, um palco colossal, tudo muito absurdamente grande e inimaginavelmente (existe essa palavra?) pomposo. O Rafa foi o único aluno a discursar pra multidão, foi o único discursante (hey, existe essa palavra também?) que não leu, pois havia decorado tudo e arrancou lágrimas de toda sua família e amigos que estavam presentes. De lá fomos pra o Putanesca, o restaurante onde a Flavinha é hostess, onde o pai do Rafa ofereceu um jantar para 30 convidados e todos comemos e bebemos horrores! Lá, mais emoção: o pai do Rafa deu discurso, o Rafa deu discurso, o Donald (colega de faculdade do Rafa) deu discruso e um professor do Rafa também deu discurso. Vai longe esse menino, hein? Uma das convidadas do jantar era a Maura de Souza, irmã do Maurício de Souza. Ela deu um monte de revistinhas da turma da mônica pra todo mundo, e agora ela é minha amiga, hahahah!!! Estou tentando convencê-la a falar pro tio Maurício pra mudar o nome do Cascão pra Helinho.

*

E quando eu penso que já vi de tudo nessa vida… fomos ao Buddha Bar. Lá é tudo muito lindo, como rezava a lenda. Mas o que mais me chocou: nos fundos de um balcão, um balcão beeeeeeeem grande, por sinal, existiam aquários de uns 2 metros e meio de altura, como se fossem a parede dos fundos do balcão, entendem? Só que dentro desses aquários não existiam peixes, e sim ÁGUAS VIVAS. Quando eu vi de longe pensei que fosse sei lá, uma animação. Mas não, são centenas de águas vivas nadando nos aquários! AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!

*

- Helinho, você não sente saudades do povo de Brasília?

- Ô, Maria, não fale nisso não que eu me acabo em lágrimas!

- Sabe de uma coisa? Depois de uns dias aqui eu acho que eles são normais…

- É mesmo, né? Essa gente daqui é tão esquisita… acho que eles são normais sim…

Mas depois eu pensei bem, me lembrei de algumas coisas e mudei de idéia. Tenho amigo normal não. Tenho não. De forma alguma…

*

Fomos domingo passado (não esse que passou, o outro, sabe?) pro Six Flags. É um parque de diversões em Jersey só de montanhas russas!!! Eu, Rafa, Maria e Thiago. Antes que o Rafa e a Barrys abram o bico, vou falar logo: na hora da primeira montanha russa, eu fiquei com tanto medo que não consegui nem gritar. Quando acabou, duas lagriminhas escorriam pelo meu rosto. Pronto, falei! Assunto enterrado agora, ok? E sobre o parque… as fotos falam por mim:

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Essa foi a montanha russa do Superman. A mais concorrida.

 

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Deu uma chuvinha no final da tarde…

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A Barrys agora é herbívora radical.

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Minha namorada. Deus abençoe a América.

 

Bom… por hoje tá de bom tamanho, né? Tenho mais histórias pra contar, muitas, mas fica pra próxima, ok? Muita saudade da farofa, da skol, da caipirinha, da feijoada e principalmente dessas pessoas tão amadas, queridas, fofas e nojentas que eu deixei aí… beijos!

Harold Pinter visita NY ou HEIN??? Maio 26, 2006

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Numa sala apertada e mal iluminada, um argentino de proporções cilíndricas, um equatoriano de um metro e meio, um americano e um brasileiro jogam conversa fora enquanto dobram guardanapos ao redor de uma mesa. Por convenção, todos conversam em inglês. Chega um armênio. O brasileiro e o americano saem da sala e vão para a recepção, onde encontram uma italiana enlouquecida, carregando flores de várias qualidades diferentes.

Eu preciso de um vaso pra colocar isso! – diz, preocupada. Ela entrega as flores para o brasileiro, que meio sem saber o que fazer, escuta uma pergunta do americano.

- O que é que você fez ontem?

O brasileiro poderia ter respondido muita coisa, mas na hora só saiu isso:

Ontem? Eu quase fui preso…

O pior é que era verdade. Aliás, desde a primeira linha desse texto, absolutamente tudo é verdade.

 Amigos, amigas, colegas, curiosos, todos, enfim… eu pensei que minha vida jamais poderia se tornar mais surreal do que era nos meus últimos tempos de Brasília… mas deu pra sentir o drama, né? Queria ter tempo pra poder atualizar e responder todas as perguntas, colocar fotos e contar mais histórias daqui… mas tá difícil. Esse final de semana prometo perder algumas horas escrevendo e caçando as fotos mais legais pra colocar aqui. Dizer que estou com saudade é redundante, que vocês estão no meu coração também… aproveitem tudo que puderem aí por mim, que aproveito o que puder com vocês aqui e logo logo teremos muitas histórias e experiências pra dividir! Um forte abraço do brasileiro mais perturbado de NY desde o dia em que o King Kong subiu no Empire State!

Karaoke ou Da Arte de Causar Transtornos Maio 22, 2006

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Um japonês cantando “Bohemian Raphsody” do Queen. Uma branquela cantando “Proud Mary”, música que lançou a então jovem Tina Turner ao estrelato. Um bebum de origem desconhecida tentando cantar U2. Duas brasileiras cantando “Dancing Queen”, do ABBA…

 
Tudo isso e muito mais aconteceu num bar de karaokê! Drinks caros, pessoas esquisitas e bares suspeitos nas redondezas, mas valeu a pena. Ambiente legal, equipamento de última geração, iluminação decente e som espetacular. A animação da galera toda também era contagiante. Todo mundo aplaudindo e cantando junto. O esquema era o seguinte: você pegava um livrão e escolhia a música que queria (e olhe que tinha de tudo, tipo músicas lançadas há um mês que já estão no catálogo!), daí entregava num papelzinho seu nome e o número da música. Pagava uma doleta e, por ordem de entrega, uma VJ chamava os cantores, que iam para o palco e cantavam, certo ? Errado!

 
Vou explicar os motivos: chegamos, escolhemos de cara “Dancing Queen” pra Barrys cantar com a Flavinha. Entregamos o papel pra mulher e escolhemos mais uma pá de músicas. Entregamos os papéis e ficamos esperando. Nisso, chega o resto do pessoal. A Adri, que era aniversariante e que foi o motivo de todo mundo ter saído ontem, seu namorado, Todd, a Su, Carlinha, Helenice, Alexandra e mais uma galera que eu não lembro do nome. O Todd, que é americano, escolheu “New York, New York” do Frank Sinatra, colocou no papel e foi entregar pra VJ. Nisso chamaram as meninas pra cantar e logo depois, logicamente, chamariam as nossas outras músicas, que entregamos pra vaca antes do Todd. Mas ela chamou o Todd antes, e depois mil outras pessoas, e nada de nos chamar de novo… sacaram ?

 
Eu já estava feliz depois de umas bebidinhas e resolvi mudar a música que demorei dois anos pra decidir. Era “Last Nite” do Strokes (êee, tio Botas!) e eu queria trocar pra “Kiss”, do Prince (êee, tio Botas de novo!!!). Fui até o palquinho da vagaba e disse que queria mudar a música.

 
- Quer ser o próximo a cantar ? – ela me perguntou do nada…

 
- Lógico! – respondi, feliz…

 
- Vinte paus.
 

- Quê ?

 
- Vin-te-dó-la-res!

 
- Deixa pra lá…

 
Eu não ia deixar isso barato, né ? Cheguei pra guria do lado, uma americana trêbada e contei que a bitch estava cobrando vinte dólares pra passar quem quisesse na frente.

 
- Piranha!!! Quer ver eu quebrar a cara dela ?

 
LÓOOOGICO!!! – hahaha, respondi, óbvio!

 
Presta atenção! – A mulher pulou no pescoço da VJ e a amiga dela ficou tentando separar o barraco. Enquanto isso, eu espalhei pro resto da galera que estava revoltada ali por perto que a bitch tava cobrando 20 paus… quando o fuá estava completamente armado, voltei pra mesa e contei pro povo também…

 
A Barrys foi até lá e pegou o dinheiro de volta, a Helenice foi atrás e queria o dela também. A bitch não quis dar… a Helenice avançou no pote de dinheiro da VJ e pegou o dinheiro na marra. E o barraco comeu solto no barzinho… e nem assim a bitch da VJ tirou o sorriso dos lábios. Tô pra ver cara-de-pau maior que essa!

 
Bom, minha missão já estava cumprida. Voltamos pra casa, e hoje ainda tivemos que acordar sete da matina pra buscar o Thiago (irmão do Rafa) no aeroporto. De lá fomos direto pro “Six Flags”, um parque de diversões só de montanhas russas, de onde acabamos de chegar. Amanhã um texto sobre o parque e muitas fotos. BOA SEMANA PRA TODO MUNDO, MUITA SAUDADE DE TUDO!!!

 PS: O Todd, que nasceu em Jersey e sempre morou por aqui, sabia a vida do Frank Sinatra de trás pra frente mas nunca, eu disse NUNCA havia escutado falar numa banda chamada STROKES.  Pode?

Medalhas, Metrôs e Lagostas Maio 19, 2006

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A Barrys chegou e já mostrou a que veio. Armou um barraco no Burguer King, passou duzentas horas experimentando óculos carésimos (mas eu não deixei ela comprar nenhum, hahaha!) e levou um baita empurrão no metrô. Um “homem-lipídio” de umas 200 arrobas deu-lhe um empurrão pra entrar no metrô e a Barrys rodou que nem pião! E o melhor: ela xingou o cara na hora: "Seu gordo mal educado!!!! Depois se tocou que estava nos states e corrigiu: "Fat asshole!!!"

Acho que isso é, na verdade, um costume regional, quase folclórico daqui. No dia em que cheguei levei um baita empurrão na calçada, na Times Square, e só não caí no choro porque estava muito ocupado com o queixo caído, olhando pras luzes. Observando aquela grandiosidade toda, luzes, fotos, letreiros, tudo gigante, soltei uma frase que fez o Rafa morrer de rir: “Nunca me senti tão nordestino em toda minha vida…”

Voltando ao metrô, a Barrys vai estar num romance sobre NY em Breve. Ontem, quando estávamos indo pra cerimônia de premiação do Rafa, um maluco sentou bem na nossa frente no metrô e ficou encarando a Barrys e fazendo anotações. Bizarro! Ele não fazia nem questão de disfarçar. Aí eu finjia que ia dar uma olhadinha no mapa (dentro dos metrôs tem um mapa pra te ajudar a se orientar) e na volta dava uma sacada no que ele estava escrevendo. Deu pra ler alguma que ele escrevia sobre o sapato e a saia da Barrys. Talvez ele seja um grande escritor. Talvez ele seja um tarado. Ou um pouco das duas coisas.

O Rafa acredita no weather chanel. Eu não. Talvez por isso eu tenha tomado um mega banho de chuva ao sair do metrô e andar com a Barrys até o local da premiação. A recepcionista do prédio ficou tão comovida que nos deu toalhinhas pra enxugar o rosto. A Barrys parecia um quadro do Picasso, a maquiagem derreteu e transformou-se em rabiscos, borrões e manchas disformes no rosto da coitada. Arte pura!           

Já recompostos, nos dirijimos à sala da premiação. Muitos discursos, mas foi bem interessante. Americano sabe mesmo falar. Os textos eram espertos, as dinâmicas eram boas e ainda por cima, em cada mesa, tínhamos duas jarras de água com limas (???) e salgadinhos mexicanos. Mas quem arrebentou na apresentação mesmo foi o Rafa, que fez a platéia latir, miar e quaquar (como é mesmo o barulho dos patos?). Além de ter ganhado a medalha de aluno exemplar da "Phi Delta Kaplan"!!!

E o momento maaaais bizarro da noite… A FESTA!!! Pensem numa tradicional festa americana! Parecia um baile de formatura dos filmes que a gente via na sessão da tarde! No cardápio: Hot dog, hamburguer, milho (doce, milho doce, eca, eca eca!!!) e umas saladas. No som, hip hop. Na decoração: Bichinhos infláveis com temática marinha! Lógico que trouxemos lagostas, caranguejos, bolas, peixes e até um peixe de verdade que decorava nossa mesa. Parecíamos ambulantes da feira do paraguay dentro do metrô na hora de voltar pra casa.

Tudo filmado e fotografado. Daqui a pouco vou tentar colocar alguma coisa no “you tube” pra ver se dá certo. Enquanto isso, dêem uma olhadinha nas fotos… e hoje vamos assistir o “Lunar Sea”, do Momix. Será que vai ser bom? E vocês aí, tão longe de mim, como estão? Saudade, muita saudade… será que um dia passa? Abraços a todos e bom final de semana!

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Fla, Rafa, eu e Barrys. Vai uma aguinha com lima???

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O homem. A medalha. A dentição.

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Minha namorada. Deus abençoe a América.

Alguma Imagem Maio 16, 2006

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Hmmm… hoje é dia de fotografia no reino encantado do mundo do helinho…

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Rafa, Flavinha (que mora com a gente) e eu, no Cafe Wha, onde chegamos já trêbados de caipirinha…

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Americanos adoram dar carona…

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Essa é pra Themis… TEMPESTADE E WOLVERINE!!! Dia 26 tô na primeira filaaa!!!

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Eu na frente do MoMA dando pulinhos de alegria… o melhor museu até agora…

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Eu e Rafa no passeio de barco, o passeio MAIS LEGAL até agora…

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Minha namorada. Deus abençoe a América!!!

Don´t know about the others… Maio 14, 2006

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Como bem me alertou meu amigo Botas, eu tenho que achar equilvalentes em inglês para expressões que a turminha de Brasília usava e abusava… o título do post é a tradução mais literal possível do nosso "Não sei dos outros…".

 E era um tal de "Não sei dos outros, mas hoje EU vou pra balada", ou "Não sei dos outros, mas eu gostei" e ainda o quase diário "Não sei dos outros, mas hoje eu vou beber!". Ai ai… velhos tempos. Parece que tem mil anos. Pouco mais de uma semana e vocês em mim, sem pedir licença ou bater na porta antes pra avisar…

 E é por isso mesmo que hoje eu NÃO SEI DOS OUTROS, mas estou tomando caipiroska de absolut vodka com o Rafa e a Flavinha. Aquecendo os tamborins pra cair na balada daqui a pouco. Juro que tiramos umas fotos com os drinks e com a garrafa. Mas já estou no terceiro copo, portanto não estou em condições de baixar as fotos, que ficam pra amanhã…

 Botox, Rôi, Nina, Aiai, Momow, Barrys, Thê, Will, Flávio, Edgardo, Paulinha, Mat, Mana, Simon, Filha, tantos outros, tantas outras, tanta história… cada golada de vodka com o limão azedo que tem aqui e com o gelo que a geladeira fabrica e que parece mágica é em homenagem a vocês… já dei um gole em homenagem a cada um. Cabe agora a vocês irem para CASA e tomar umas por mim também!

 Ê saudades! Tô me segurando pra não baixar umas músicas sertanejas… porque se eu começo a escutar "evidências", por exemplo, acho que bebo até álcool etílico! Francamente!

 Boa semana pra vocês, boa semana pra mim, boas semanas pra todos até o fim! Uhhh!!! Poesia!!! Tádi? Tádimaix, GALERA!!!

 Beijos!

Fotografias… Maio 13, 2006

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Empire State, pelas lentes tortas do fotógrafo que vos escreve, de dentro do carro em movimento…

 

Tem feito um frio gostoso esses dias. E num desses dias, no começo da semana, fomos ao topo do Empire State Buyding. É grande. Bem grande. Ainda mais pra quem passou maior parte da vida em Brasília e é acostumado com os prédios de 6 andares. Mas maior que eo prédio é a cara-de-pau de certas pessoas… deixem-me explicar:

Você pega várias filas até chegar ao elevador que te leva ao 800 andar. Lá você pega outro elevador até o topo do prédio. Se não me falha a memória, são umas 4 ou 5 fila diferentes. E não é barato pra subir não! São vinte e poucos dólares, que nós não precisamos pagar porque compramos um “city pass” (que em outro texto eu explico o que é, é muito importante isso!) fora que tudo o que vendem nas lojinhas de lá são caras que só também. Acontece que numa dessas filas, você para e um cara tira uma fotinha sua com um bannerzinho vagabundo atrás, com uma foto do prédio. Depois que você sobe até esquece dessa tal foto.
 

O dia estava nublado, portanto o céu não estava lá essa lindeza toda. Mas é incrível ver a cidade daquela altura. Dá pra ver os rios, o mar, Jersey, Brooklyn, Queens, Central Park, tudo, tudinho mesmo. As pessoas parecem formiguinhas e os prédios lembram o joguinho Sin City. É bem bonito, nada perto de outras coisas que a cidade oferece, mas vale a pena. Aí quando você se cansa ou começa a sentir vertigens, só resta descer e ir embora tranquilo, certo? Errado!
 

Numa das filas pra descer, você passa por um stand de fotografias. E lá está a tal foto que você tirou na subida. Uma fotinha normal, com duas menores acompanhando.
 

- Do we have to pay for it? – Perguntou o Rafa, perseverante.
 

- Sure. 20 dollars.
 

Pense. Vinte dólares por uma fotinha vagabunda? Sabem quanto custa revelar uma foto digital em qualquer lojinha aqui perto de casa? 19 cents. 19 centavos!!! E os cães estavam querendo 20 doletas por aquilo!
 

- NO, THANKS!
 

Fazendo as contas, com 20 dólares eu revelo mais de 100 fotos se eu quiser. Posso revelar todas as fotos que tiramos lá em cima e ainda saio no lucro.
 

Mas hoje fomos a um passeio de barco ao redor da ilha. O mesmo esquema da fotografia. O Rafa comprou. Mas essa bem que ficou bonita mesmo… depois jogo ela aqui. Abraços apertados!

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O céu é o limite… 

 

Maio 13, 2006

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Essa daí é a Adri, uma das pessoas mais lindas que conheci até agora. Ela é polonesa. A foto foi tirada hoje, no restaurante onde ela trabalha. Ela é linda, linda, muito lindaaa!!! Por dentro e por fora!!!

 E amanhã eu vou colocar o link pra dois álbuns de fotografia com todas as bagaceiras que temos feito esses dias.

 Ahh, essa foto é em homenagem ao meu primo Erick também, que adora uma polonesa,né não, primo?

O Mac Donalds é o Banheiro de NY!!! Maio 11, 2006

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A gente acaba passando o dia inteiro na rua. De metrô em metrô, da 34 pra 42, museus, parques, calçada, muita calçada, comendo porcaria e tirando fotos o dia inteiro, até que esfria bastante e a gente volta pra casa. Não sei se tem mais Mac Donalds ou Starbucks por aqui, mas é fato que em qualquer rua você esbarra numa dessas duas… os prédios em geral já desisti de fotografar, eles não cabem no visor da câmera digital a não ser que você ande uns 2 quilômetros pra frente deles. Porém a única certeza que tenho é que falta banheiro em NY. Não tem nos metrôs (graças a Deus, porque se tivesse… imaginem o fuá), não tem nas avenidas e não tem na maioria das lojas e restaurantes menores. Sobra o quê?  Sim, os banheiros do Mac Donalds!!!

O primeiro que inaugurei foi em Chinatown. Um Mac Donalds étnico, decorado com fake bonsais e cardápio asiático incluído. Minto, quem foi nesse foi o Rafa, enquanto ele usufruía do restroom eu só comprei besteira mesmo. Aliás, acho que vou virar uma bola americana de tanta porcaria que estou comendo, mas isso é outra história. Utilizei o serviço em algumas lojas da rede em Manhattan também, mas nenhuma experiência foi tão marcante quanto a de Hoboken…

Em Jersey, cidadezinha do lado de NY, existe um bairro chamado Hoboken, que tem um festival anual de arte e música. O lugar é lindo, tipicamente americano, as casas bem bonitinhas e no domingo passado, dia do festival, enquanto rolavam os shows de música – blues, caribenho, rock, entre outros estilos – a platéia ficava bem quietinha em frente ao palco, todo mundo sentado e comportado. Acho que nunca vou achar isso normal, afinal show é pra pular! E realmente o único que fez a platéia dançar foi o brasileiro Cyro Baptista com sua banda, "Beat the Donkey". Loucura! Pense que na banda tem uma japonesa que se veste de lantejoulas roxas e dança sapateado, uma americana vestida de gueixa que canta pra caramba, entre outras figuras muito engraçadas… Nós, os brasileiros (eu, Rafa, Carlinha, Su e Flávia) dançamos até forró e samba na frente do palco. E contagiamos os americanos SIM!

E foi perto do final do show que eu inventei de ir ao Mac Donalds pra fazer xixi. Sozinho. Andei até o Mac, entrei, fiz um pedido (um big mac e uma coca-cola) e perguntei onde ficava o banheiro.

- Behind you, sir…

Entrei. Bem pequeno. Apenas UM box e UM mictório. Entrei, obviamente, no box. Enquanto estava lá dentro, alguém bateu na porta e grunhiu alguma coisa. Respondi de qualquer jeito: yeah…

Ao terminar de fazer o que devia ali dentro, hora de ir embora, não? Abri a porta e a mesma encostou – apenas encostou – num negão de uns 350 quilos que fazia xixi no mictório…

- Sorry!

- Oh, fuck! Are you trying to KILL me or what ? Fucking motherfucker!!!

Mas o melhor não era isso. Ele tinha dois amigos que também estavam dentro do banheiro, um ficou esmurrando a parede e gritando enquanto o outro me acuava, não me deixava sair do recinto, olhando em meus olhos como bicho e falando coisas que eu não entendia. Juro que pensei que fosse morrer. Só conseguia falar "I´m sorry! I´m sorry! I´m so sorry!!!", mas eles estavam mais preocupados em dar um escândalo mesmo. Sei lá como consegui sair do banheiro e voltei correndo pra rua, caminhando em direção ao palco principal.

Então eu me lembrei que tinha pedido um sanduíche… e a coragem pra entrar lá de novo?  Mas tive fé, entrei, peguei meu pedido e vazei o mais rápido que pude. Ainda muito assustado, mas pelo menos com mais uma história pra contar…

E ainda sobre banheiros… acreditam que até pra usar o banheiro em alguns lugares você precisa pagar? A primeira vez que vi isso foi no Hard Rock Café.  Um cara fica com um baldinho na porta te intimidando a dar um dinheirinho antes de sair de lá. Já tinham me falado que aqui você paga alguma coisa até quando respira. Só não imaginei que teria que pagar até pra cagar. É, meus amigos… a vida é dura… e CARA!  

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"Fazer novas amizaaaaades!!!"

Rafa e Airton se esbaldam em Hoboken!!!

About some girls and boys… Maio 10, 2006

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Calma, pessoal! Não é porque fazem uns 4, 5 dias que cheguei aqui que já estou esrevendo tudo em inglês não!!! É que ficou mais bonito o título em inglês que em português. Só isso!

Ontem falei com o amigo Botas por telefone! Aêee!!! Coisa linda de Deus! Ele me deu uma geral sobre todo mundo e, obviamente, sobre ele também. Eu lhe disse que tinha uma teoria sobre tudo o que aconteceu no Brasil antes de minha partida, mas que não queria perder tempo ao telefone com uma bobagem dessas, e que a teoria estaria por aqui mesmo.

Na verdade, não é uma teoria sobre “tudo o que aconteceu antes de…” mas sobre tudo o que aconteceu com meus amigos, com a gente, com essas pessoas tão especiais e lindas que estiveram do meu lado nos momentos mais diversos.

Vamos recapitular ? Eu, ator, 28 anos. Botox, jornalista, incendiário e rockn´ roll. Rôi, securitária (será que é isso mesmo ?) e estudante de jornalismo, além de “peitulante”. Sylvinha, moça, bonita, singela e universitária. Simon, mulher feita, linda, leve e louca. Airton, bancário, universitário e ectoplasma. Maria, advogada, mariposa, piriguete, fã de Ney Matogrosso e do som do século XXI. Flávio, que é muita coisa na vida, mas que acima de tudo é um “ursinho carinhoso”. Rafa, que eu nem preciso descrever aqui, e que está do meu lado nesse exato momento em NY. Nina… socialite, cosmopolita, casada, honesta, franca… Momow, a loira mais loira, ruiva, japonesa e importante da minha vida e Themis. O que escrever sobre a Themis, se “não há justiça no ministério da justiça!”?

Meus demais amigos, não menos importantes, que me perdoem! Só citei essas pessoas acima pra ilustrar uma teoria sobre a reunião desses seres em uma comunidade secreta cujo nome não devo mencionar aqui.

Vamos começar… uma ou outra pessoa acima pode até ter algo a ver com uma ou outra pessoa acima também. Mas a disparidade de idades, áreas de atuação e objetivos de vida é gigantesca! Muita gente veio me falar que depois que eu partisse, o grupo se distanciaria, as pessoas perderiam o contato e eu sempre bati o pé dizendo que não. E eu não quero que isso aconteça mesmo. Mas admito ser o elemento que bateu o pé e foçou a barra pra que todo mundo se conhecesse e saísse junto. Por quê ?

Quando a gente viaja a turismo quer tirar foto de tdo, não é ? Quando a gente sabe que vai perder alguma coisa, isso não dá um certo pânico ? Se a gente sabe que esá indo embora, presta atenção até nos buracos do asfalto, e consegue ver alguma beleza neles. Acho que o que aconteceu foi isso. Não que eu tenha sido mais condescendente com o julgamento das pessoas, mas porque eu conseguia ver, sem muito esforço, o que cada um tinha de lindo e de melhor. E queria que todos vissem entre si também. Porque a vida é tão curta…

Aí eu forcei a barra mesmo! Quem quis embarcar, embarcou, mas acho que ninguém aproveitou mesmo tanto quanto eu. Fui parar em “festa do preto e branco” nos cafundós do park way, levei alguns pra um “quinze anos” em sobradinho, pessoas muito finas e francas foram parar em inferninhos ao meu lado e todos, inventamos as festas mais improváveis e absolutamente todos aprenderam a chamar de “casa” um barzinho que é a nossa cara. Tudo por insistência minha.

A experiência para os outros foi, com certeza, bem diferente. Mas é assim que eu quero viver minha vida daqui pra frente. Procurando e encontrando o que cada pessoa tem de mais bonito. Porque mesmo que elas mudem, que se mudem, se transformem, sumam, etc., não há o que apague da memória momentos onde fomos felizes, verdadeiros e… talvez plenos…

Só não culpem o Rafa pelo meu “momento auto ajuda” de hoje. Acho que eu sou meio “auto-ajuda também”… efeito da saudade ou manifestação do meu real eu ? Relaxem, daqui a pouco eu volto a ser mau, muito mau!

Depois de um dia cinza, hoje já dá pra ver o azul do céu e estou indo para o MOMA ver os quadros do Munch. Logo logo eu conto tudo. Abraços a todos!

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Unidos pela tecnologia: doze pessoas, um clube, infinitas histórias…