Cabeça – Lounge – Praia Junho 12, 2006
Posted by helio in Uncategorized.3 comments
Quando eu cheguei aqui, fiquei louco para escrever e mostrar pra todo mundo que deixei no Brasil as coisas que via por aqui. As peças, os museus, a casa, a praia, as pessoas, o metrô… eu tinha vontade de tirar fotos até dos postes (e de fato, tirei…) pra guardar, mostrar, ter…
Um professor do Rafa comentou uma vez num jantar que o estrangeiro (ou o visitante) vê mais coisas num lugar do que um nativo. E é verdade, quando a gente chega num lugar diferente ou novo, conseguimos perceber algumas peculiaridades que quem vê todo dia acaba deixando passar. Por exemplo, tenho nítido em minha memória o desenho do carpete do banheiro masculino do terceiro andar do Radio City Music Hall. Lembro da roupa do host do Café Wha, um dos primeiros lugares que fui quando cheguei. Até mesmo das principais manchetes do primeiro NY Times que comprei por aqui. Enfim, a lista é grande…
O tempo passa, você vai se acostumando e sua mente, de alguma forma, fica menos inquieta. Não pretendo, a partir de agora, passar a perceber só as coisas chatas. Quero, daqui pra frente, carregar o olhar de estrangeiro para todos os lugares em que estiver para o resto da minha vida.
Ao mesmo tempo, o ar de novidade já passou, logo, eu deveria começar a escrever aqui textos mais reflexivos, mais cabeça, mais viagem, mostrar como eu reajo a certas coisas, expor meu pensamento sobre outras e relatar experiências que não necessariamente tenham algo de turístico. Mas meu raciocínio é lento e eu não sou bem o tipo de pessoa que gosta de ceder às primeiras conclusões que tiro comigo mesmo. Logo… me recuso involuntariamente a escrever algo significativo.
Mas eu gosto daqui (deste blog) e daqui (da cidade) e estou bem. Portanto, mesmo que rarefeito, continuarei a dar as caras por tempo indeterminado. Agora que escrevi o que queria, vamos aos fatos:
Saí, pela segunda sexta-feira consecutiva, com meus amigos de curso. Fomos duas coreanas, duas japonesas, dois espanhóis, um turco e eu para um lounge na 32. Tomamos nossas cervejinhas e voltei pra casa, enquanto eles de lá foram cair na noite em alguma boite da cidade. Tem sido muito interessante conhecer gente de tantos lugares e culturas absurdamente diferentes da minha. Já tenho convites pra conhecer o Japão, a Espanha, Turquia, África, entre tantos outros lugares do mundo, mas nunca fui convidado nem pra tomar um cafezinho por americano algum. O engraçado é que mesmo assim me sinto integrado a NY.
Ontem fomos à praia. Não é nenhuma praia da Bahia, mas dá pro gasto. Não tem coqueiros e a maioria dos frequentadores é russa. Sim, é algo meio estranho, mas se não fosse estranho não seria NY, certo? E as fotos da praia são pra provar pra certas pessoas que SIM, eu moro perto da praia!
Saudades de todos e a todos. E Simone, meu amor, você não sabe o quanto eu me sinto culpado toda vez que eu lembro do teu e-mail! Eu sempre me esqueço de retornar, e acabo lembrando quando estou no metrô, ou no meio da aula, ou correndo pela rua… sorry! Mas fica aqui o meu pedido de desculpas por tão grosseira atitude!
Daqui a pouco é verão…
Esse tipo de ave faz cocô em cima das pessoas. É sério!
Só faltou uma caipirinha, uns coqueiros, farofa e batuque. Mas já estamos providenciando isso tudo! (Por favor, sem piadinhas sobre essa foto, tá bom? Afinal de contas vocês me amam, não é?)
PS: FELIZ DIA DOS NAMORADOS PRA TODO MUNDO!!!
E PRA MIM TAMBÉM, NÉ?