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Eu queria falar, falar… Julho 23, 2006

Posted by helio in Uncategorized.
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…Ou melhor, escrever, escrever…

Sobre uma pessoa a qual não consigo me comunicar no momento. Não por falha nos meios de comunicação.

A Barrys veio passar uns dias com a gente e voltou pro Brasil. Depois ela veio morar com a gente e agora, por motivos de força maior, precisou voltar pro Brasil. E isso me deixou muito triste. Por vários motivos:

- A gente não tinha nada e tinha tudo a ver ao mesmo tempo.

- Se ela não entendia, pelo menos aceitava meu mau humor matinal.

- Tínhamos uma sintonia muito boa quando o tema era regressão mental.

- Formamos uma dupla de dança/canto/performance/show imbatível.

- Ela conquistou de vez uma quitinete no meu coração.

- E agora tá fazendo uma falta tão grande que (droga!) provocou minhas primeiras lágrimas nessas terras e que me deixou tão sem ação que nem consigo falar ou escrever para ela. Porque eu não quero acreditar que ela não mora mais aqui comigo…

Isso, maltrata, pisa, esculacha com o coração do Helinho!!!

Acho que vou fazer um estoque de correntes, algemas e cadeados.

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AILOVMAIBARRYS!!!

Mas Que Anormal Eu Devo Ser… Julho 18, 2006

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Andei pensando sobre algumas coisas que escrevi aqui em uns textos anteriores e me senti um verdadeiro babaca. Vim com um discurso de que não estou disposto a me expor e todo um blá blá blá de dar sono. E que além de dar sono, é falso. Bobagem. Balela. Porque afinal de contas, porra, eu estou escrevendo. É, ESCREVENDO. Escrevendo e publicando na rede. Mais exposição que expor sua pessoa através de palavras, só se você publicar fotos de um exame de próstata (caso você tenha uma). Escrever é se mostrar mesmo quando você tenta ser outra coisa. Nao consigo, sinceramente, apontar agora algo que entregue mais que as palavras. E se estou me dispondo a escrever é porque eu quero me expor, mesmo que não seja esse o motivo principal pelo qual eu o faça. Puxo minha orelha agora perante a mim mesmo. E deixo vocês verem, pra vergonha ser grande. Assim a criança intempestiva que insiste em morar em mim vai pensar duas vezes antes de escrever besteira.

E mudando um pouco (um pouco?) de assunto, nunca passei por dias tão quentes. No sentido metereológico da coisa. Continuo frequentando a praia semanalmente, o que me dá muita satisfação. Em vão, procuro por coqueiros. Nada. Até os caranguejos são diferentes. A água é menos salgada. As pessoas são estranhas. Todas. Se há algo em comum com as praias do Brasil, esse algo é o sol. O mesmo sol que me queima e que causa câncer de pele em tantas pessoas ao redor do globo é o mesmo que me acolhe e me aquece no Brasil. Fecho os olhos e sinto os raios UVA e UVB penetrando em meus poros. E por enquanto, isso tem me bastado.

Pouparei a todos de todas as asneiras que estão a fervilhar em minha mente, pedindo para que sejam escritas. E tentarei ser menos dadaísta da próxima vez. Boa semana para todos. Saudade de tudo.

Pânico Julho 8, 2006

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Nas primeiras semanas de NY eu sentia uma coisa que só posso traduzir como pânico. Tinha medo de sair na rua sem o Rafa ou a Flávia, de não conseguir me comunicar direito. Porque logo nos primeiros dias, vi que não entendia quase nada do que as pessoas falavam, mais por nervosismo do que por burrice. Eu tinha aquela ilusão besta de que todo mundo aqui falaria inglês como nas escolinhas onde a gente estuda no Brasil, pausadamente. A verdade é que muitas vezes as pessoas em vez de falar, emitem grunhidos esquisitos, juntam as palavras, despejam pra fora da boca e você tem que entender. Até o ouvido acostumar, leva um tempinho mesmo. “Sorry” é a palavra mágica. Depois que eu aprendi que ninguém vai ficar puto ou querer me matar se eu disser “sorry” quando eu não entendo alguma coisa, ficou mais fácil. Aí as aulas começaram, o primeiro ensaio de trabalho, saída com amigos do curso, entrevistas de emprego, gente doida te pedindo alguma coisa… nem percebi quando tudo ficou natural pra mim. É certo que no começo eu até sonhava com o português. Gente falando, palavras passando, música, tudo em português, e isso me dava uma calma… agora estou na fase de adaptação dos verbos. Leva um tempo pra decidir que tipo de passado eu uso em determinada sentença, em tempo real, mas me faço compreender de uma forma ou de outra. No meu trabalho, onde eu passo oito horas seguidas tendo quase sempre alguém por perto, é inevitável conversar. Sobre qualquer coisa. Sentimentos, música, filme, a cidade, o Brasil, a copa, enfim… quando entro no metrô pra voltar pra casa, acho graça: Lembro-me bem das conversas e temas. Mas na minha cabeça, eu lembro da conversa em português, não em inglês. Estranho… do mesmo jeito, acabo trocando palavras em português por outras em inglês sem perceber. Oh, God! Aprendi também algumas palavras em japonês e chinês com meus amigos de curso, bem como de vez em quando acabo tendo que falar espanhol. Um tipo de espanhol que eu acho que existe, já que nunca estudei espanhol, mas que no final das contas, as pessoas também, surpreendentemente, acabam entendendo. Falar, ler, escutar, conversar aqui é como se eu estivesse promovendo uma suruba de idiomas dentro da minha própria cabeça que me deixa (pra variar) meio confuso. Mas também feliz. O que me irrita vez em quando é passar na frente das lojas russas das redondezas de nossa casa e não entender lhufas do que as palavras dizem. Às vezes invento o significado. Às vezes eu admito que não faço menor idéia. Mas na maioria das vezes só penso em entrar no metrô e encontrar um lugar pra sentar. Do que é que eu estava falando mesmo? Sorry!

A Última Moda… Julho 4, 2006

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A última moda em NY é andar de calça jeans com sandálias havaianas, de preferência as originais do Brasil, com a bandeirinha na tira e tudo. Aliás, a última moda aqui é ser bagunçado. Sexta-feira passada fomos a um barzinho chamado Crime Scene para dar os parabéns para um amigo do Rafa que entrava em anos. Fica em algum lugar entre a primeira e segunda avenida e a segunda rua em Manhattan. De lá, demos uma caminhada para achar lugares mais interessantes que este, que estava um tédio. Encontramos um bar punk, com dezenas de clones do Joey Ramone. Passamos (por acaso) na frente do lounge onde eu trabalho e demos uma conferida no ambiente (eles estavam loucos, o gelo tinha acabado…) e paramos num karaokê mesmo pra cantar e espantar os males. No final das contas, o Rafa foi quem definiu o estilo das pessoas: “Eu acho que preciso me desarrumar mais pra sair em NY”. Concordo. A última moda em NY é ser esquisito!

Bom pra mim!

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Meus novos amigos. São meio esquisitos, eu sei… mas fazer o quê?

Julho 1, 2006

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Eu sou mesmo um cara de sorte.

Moro com pessoas legais e que de vez em quando são tão dramáticas que até parece uma família de fato.

Arrumei um emprego muito legal aqui. Apesar de chegar um bagaço em casa, as pessoas são muito tranquilas e eles me pagam bem.

Meu coração não vai bem, vai ótimo!

Apesar dos pesares, fazer amigos aqui não é difícil. Meu telefone já toca com o pessoal me chamando “pas balada”…

A saudade aperta e quase machuca, mas recebo atenção, amor, carinho e perturbação de meus eternos amigos de Brasília por e-mail, pelo telefone, por transmissão de pensamento, pelo vento…

E eu moro perto de uma praia que aprendi a achar linda. Aliás, ultimamente eu só tenho tido vontade de escrever aqui quando chego da praia, como é o caso neste momento…

Fiquei um tempo sem escrever. Em parte, por causa do que já expliquei no post anterior. Depois que passou o oba-oba da fase turista, só me restava escrever sobre minha vida. E como eu não me sinto tão predisposto a jogar na rede os pormenores de minhas reflexões, fiquei mais quieto. Mas dá pra continuar sem tanta exposição sim, como estou fazendo agora. O básico eu já contei. Os detalhes, só num tête-à-tête mais íntimo.

Vamos às fotos?

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Sujin e eu. Amiguinha coreana do curso do TOEFL. Fico devendo fotos com o resto do pessoal, essa daí a gente tirou com o celular dela.

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Eu e a Barrys na praia hoje…

 

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O Rafa, que nem na praia consegue parar de estudar. Ele tem novidades sobre seus objetivos de vida. Se interessa em saber mais? Pergunta pra ele!!! :D

Bom, eu tenho que sair agora. Mas daqui a um ou dois dias eu coloco um monte de fotos estarrecedoras.

Abraços a todos. SAUDADES!!!