A Vida é Doce Outubro 10, 2006
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Às vezes, talvez.
Boa semana.
Manias Outubro 5, 2006
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Uma de minhas peculiaridades é o meu vício em cadernos. De preferência, pequenos. Se possível, sem pauta. Se for verde então… paraíso. Junto cadernos e mais cadernos. Então invento finalidades para cada um. No momento, escrevo em três: um para a praia, que vai entrar de férias logo logo, com o verão chegando ao fim por aqui. Outro para escrever somente no trabalho e outro para o meu quarto. Eu preciso estar nestes lugares para escrever no caderno específico. Mas não preciso necessariamente escrever sobre o lugar onde escrevo. Eu chamo isso de mania. Tem gente que diz que é doença.
Seja o que for, vai aí um pedaço de um texto de meu “caderno praia”.
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NYC – 24 de setembro de 2006
Estou na praia. Na minha praia. Mais minha do que nunca, agora que o calor do verão já foi embora. São 18:15 h. Encontro-me sentado sobre meus chinelos e de frente para o mar. Na água, três velhinhos tomam banho em trajes… ultrajantes. Eles parecem não se importar com suas roupas de banho folgadas e engraçadas, tampouco com a água extremamente gelada. Eles chegam, se despem e entram no mar sem medo ou exitação. Na areia, eu e dezenas de gaivotas que, como sempre, caminham descoordenadas na areia e fazem seus barulhinhos característicos. Hoje é segunda-feira e eu estou aqui, como estava na última segunda-feira . Fazia mais calor e o céu era mais claro. A praia estava mais cheia. Gente jovem, inclusive.
Os jovens são meio estúpidos. Só querem estar onde o sol brilha. Talvez pelo conforto, pelo calor. Talvez para que o sol os ilumine e possam ser mais vistos. Com isso, acabam perdendo uma das coisas que considero mais importante: a contemplação. A vida não é só brilho e calor, mas também frio e escuridão (me senti o Paulo Coelho agora. Eu me odeeeeio!). Há beleza em minha praia semi-vazia, no horizonte de areia tranquilo, nos velhotes boiando. As ondas quebram na areia do mesmo jeito que num dia de sol, mas parecem querer dizer outra coisa.
Não quis dizer que jovens são vazios e que velhos são sábios, numa equivalência diametralmente oposta. Talvez eles venham para cá por não terem algo melhor pra fazer. Entram na água fria para sentir os ossos e assim terem certeza que ainda estão vivos.
Mas com um céu tão indescritível (tem laranja, vários brancos, azul, um pouco de rosa e cinza), esse cheiro de sal, pés enfiados na areia e mente quase vazia… não me importo realmente com porra nenhuma que diz respeito aos homens.
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E um feliz dia para você.