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OMG Novembro 23, 2006

Posted by helio in Uncategorized.
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Morando aqui a gente acaba aprendendo um monte de siglas que pra quem não mora aqui não faz muito sentido. Coisa de chat, coisa de anúncio de emprego feito às pressas, coisa de notas apressadas rabiscadas por alguém…  a lista é grande e vai dos famosos LOL e BRB até coisas mais complexas como FOH, SWW, GL, ASAP, etc… mas vamos ao título do texto de agora, porque é isso mesmo: Oh My God!

Eu ia colocar fotos novas. Juro! Mas estou dando um tempo e curtindo a paranóia de me sentir perseguido, mesmo que virtualmente. O engraçado é que o conteúdo do último post nada tem a ver com esse episódio… o que faz valer o dito popular: “Quanto mais eu rezo, mais assombrações me aparecem”.

Explico-me, explico-me!

Orkut. Comunidade “Brasileiros em NYC”. Todo dia dou uma passada por lá pra perguntar alguma coisa, tirar as dúvidas de alguém ou fazer novas amizades, afinal eu sou uma pessoa de muitos amigos, hehehe. E eis que um guri todo dia vinha com perguntas meio genéricas mas exigia respostas diretas. Nada estava bom pra ele. Alguns tentaram ajudá-lo, entender melhor o que ele tanto queria saber mas ele começou a dizer que éramos uns tontos e bla bla bla… ok. Ninguém é obrigado a gostar de minhas respostas, então deixei pra lá. Ele não.

Acabou que o guri encanou que eu tenho dois perfis falsos no orkut (que na verdade são outras duas pessoas que moram aqui) e que eu usava esses perfis falsos pra esculachar com ele. Fez um milhão de ameaças e uma comunidade em minha “homenagem”, usando uma foto minha e tudo. E disse que se eu não deletasse meus perfis falsos eu iria me arrepender amargamente. Só que os perfis falsos são de gente de verdade, mas ele não quer acreditar!

Eu e a Moema (aliás, tenho algo a falar sobre isso…) já caímos de tanta gargalhada. O menino está realmente decidido a colocar um ponto final em minha existência e me aniquilar da face do planeta terra… eu até entendo e aceito que no passado (e talvez até no presente) muitas pessoas já quiseram (e querem) me ver comendo mato pela raiz, passeando de caixão, indo pra terra do pé junto, etc., etc., etc… porque eu não presto mesmo. Já fiz muita raiva em muita gente, às vezes só pelo prazer de incomodar mesmo… mas dessa vez, que sou completamente inocente, temos uma reação assim…

Então eu aceito. Pela lei do Karma. Estou pagando pelos que não puderam se vingar realmente de mim. Vai, meu filho, me esculacha que eu mereço! Hehehe!

Então vou evitar colocar fotos novas por enquanto. Pelo simples prazer de me sentir perseguido como uma celebridade, hehe! Mas pelo menos uma foto tenho que colocar, afinal de contas não é sempre que isso acontece na vida de uma pessoa…

Segurem seus corações… eu e Moema estamos noivos e vamos nos casar em 27 de março do ano que vem. Mozinha, EU TE AMOOO!!!

momohell.jpg

A Vida é Engraçada! Novembro 19, 2006

Posted by helio in Uncategorized.
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Quem me conhece sabe como sou em determinados assuntos. Com meus amigos, por exemplo.  

Saí novo de casa. Isso é um bom motivo para explicar meu apego aos meus amigos. Mas tem mais… desde cedo eu só tinha conversas francas e abertas com meus amigos a respeito de tudo. Meus pais sempre trabalharam demais e meus irmãos eram mais novos. Hoje minha relação com minha família é aberta e bem melhor que na infância e adolescência, mas por muito tempo, meus amigos foram minha referência de mundo.  

A Themis que tem a mania de falar, se referindo não só a mim, mas ao grupo que andava grudado até eu me mudar de Brasília para cá: “Vocês vão até o fundo da alma!”. 

Sim, vamos. Vou. Admito que estabeleco relações de dependência que beiram o doentio com meus melhores amigos. Não que eu precise estar grudado ou conversando todo santo dia, mas tudo o que vivo, guardo para dividir com eles. Eles fazem o mesmo comigo. Associações, pensamentos, atitudes, tudo o que eu faço está ligado a eles. Sempre. 

Num novo país… numa cidade com gente do mundo inteiro, acabei fazendo amizades de vários lugares diferentes. O que é muito interessante. Tenho uma japonesa e um americano que me conquistaram. Que me ensinaram bastante coisa e pelos quais tenho um carinho enorme. Além dos roomates brasileiros (e um americano) que moram aqui em casa. E de um brasileiro que mora aqui por perto e que em bem pouco tempo se tornou meu amigo de fato. 

Eu fico no pé, ligo, mando e-mail, sinal de fumaça e tento arrastar pro meu lado todo mundo que eu gosto. Se não posso estar do lado, me faço presente de outras maneiras e pelo menos checo se está tudo bem e se alguém precisa de mim, do pouco que posso dar para os outros, de minhas palavras e apoio. Pelo que me consta… sempre fui assim.  

Porque só se vive uma vez. Uma. E eu não quero perder tempo, não quero deixar de falar que amei, que sou grato por ter sido amado, que eu sou o que meus amigos fizeram de mim e que por isso nossa conexão vai daqui até o final dos tempos. 

O que me deixa puto mesmo é que quem me observa de longe, ou mesmo que me vê de perto mas já está tão embriagado de preconceitos pré-históricos não consegue entender as relações que estabeleço com as pessoas mais queridas de minha vida.  

Entendem meu carinho como interesse, seja material, sexual ou sei lá o quê.  

Eu acredito nisso como um espelho. A pessoa vê em mim o que há nela. E que ela não quer admitir nela. Ou é falta de amor e carinho na infância. Na adolescência. Na vida adulta. Ou incapacidade de amar alguém de graça, por amar, pelo prazer de ser bom. As opções são variadas. Escolho uma e acredito. Sigo minha vida. 

O que me consola é que os únicos que poderiam cogitar algum interesse babaca nas minhas relações me conhecem um pouco melhor. E sabem que tudo o que eu faço é pelo prazer de dividir alguns pedaços de minha existência com eles, pra tentar aprender, dividir, quiçá crescer. 

Esse texto é pra isso: pra dizer que te amo, você e todos vocês, meus amigos queridos e essenciais. Meus amigos que me fazem sentir que tenho um coração. Meus amigos, olhos que encaro e que encontro semelhança, apesar de todas as nossas diferenças. Amo com meu coração, minhas mãos, alma, pés, unhas e raízes de meus cabelos. Porque eu sem isso não passo de uma sombra besta. 

E a todos os outros que perdem tempo falando de minha vida, especulando minhas atitudes e desperdiçando suas energias com o disse-me-disse a meu respeito, espero que morram. E que doa. E que eu tenha a oportunidade de sambar em cima de suas catacumbas um enredo da Portela. Ou da Mangueira. 

Aí sim, a vida seria mais engraçada ainda. 

As fotos prometidas ficam pra amanhã. Prometo!

Todo mundo comigo: Novembro 10, 2006

Posted by helio in Uncategorized.
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Um dia eu aprendo. Nada de mandar e-mail pro povo depois de umas cachaças. Então vou escrever 10 vezes para que a mensagem se fixe no meu cérebro (notem que escreverei de maneira diferente em cada frase, não é só copiar e colar!!!):

* Eu não vou mandar e-mail pras pessoas se estiver bêbado.

* Se eu beber além da conta, não vou mandar e-mail pra ninguém.

* Aliás, eu nem vou ligar o computador se estiver bêbado.

* Pessoas em geral não merecem receber e-mails de gente bêbada.

* Se eu mandar e-mails bêbado para as pessoas, o mundo vai acabar.

* Eu jamais mandarei e-mail para as pessoas depois de umas doses.

* Computador não existe se eu estiver bêbado.

* Ninguém precisa de um e-mail meu se eu estiver bêbado.

* É pecado mandar e-mail pras pessoas se você estiver bêbado.

* Quem manda e-mail bêbado pras pessoas vai pro inferno e perde todos os amigos.

Ufa!

Agora todos vocês releiam as 10 frases me enviando as vibrações para que a coisa realmente funcione. Vamos lá, relendo e pensando em mim. Se não fizerem isso, vocês vão perder seus empregos, os dentes, as cuecas, ter azar no amor, sorte no ódio e uma cabrita montanhesa vai descer da montanha e comer todos os seus MMs! É sério!

*

Mudança pra casa nova amanhã. Quem vem ajudar? Vem, jovem!

*

DELIRIUM do Cirque Du Soleil antes de ontem, no Madison Square Garden. Lindo demais, uma realização de vida. Bem brasileiro esse espetáculo. Duas músicas em português, berimbau, capoeira e tudo mais. Só que o samba dos bailarinos não era lá uma brastemp… mas lindo, lindo, muito lindo!

*

Novas amizades, novas histórias. Eu já contei do restaurante grego e do pagodão em Astoria? Não, né? Ainda estou absorvendo as informações. Em breve.

*

No próximo post, fotos. Muitas fotos. Um viva para os pixels!!!

*

No ipod, nesse exato momento, escuto “Not Enough Time” do INXS. É, amigos. Não há tempo suficiente para cobrir o quanto eu queria estar ao lado de vocês. De todos vocês. Ao ao mesmo tempo (em trajes de banho, de preferência, hehe!).

*

Abraços, beijos e lambidas gerais, que hoje eu tô facinho! CUIDEM-SE!

Volta e Meia Novembro 3, 2006

Posted by helio in Uncategorized.
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A heart that’s full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won’t heal”

Radiohead, No Surprises

” Hey playgirl, hey playgirl
Northern lights catch you coming down
Sleep your way out of your hometown”

Ladytron, Playgirl

As your skin starts to scratch,
And wave yesterdays action goodbye.”

Placebo, In the Cold Light of Morning
***

Pois é! Com direito a epígrafe e tudo (homenagem ao falecido SC)! Voltei!

Não que eu tenha “ido” a algum lugar pra ter voltado agora. É que tanta coisa mudou em tão pouco tempo que… parece que troquei de país outra vez. Mas não.

Resumo: Larguei meu emprego. Larguei o cigarro. Estou me mudando de endereço. Nunca senti tanto frio. E esse turbilhão de novidades, obviamente, mexe também com a mente já sofrida deste que vos escreve. Mas dá pra sintetizar em uma palavra só o que essas coisas significam para mim: UFA!

Acho que eu estava tentando pedir demissão há mais de três semanas e não conseguia. Mesmo! Estava tão decidido que ficava escutando “No Surprises” do Radiohead umas duzentas vezes por dia, só por causa da frase no comecinho: “…a job that slowly kiiiils you…”. Não que estivesse me matando de verdade. Mas estava me fazendo mal. Eu tinha muitos atritos com o gerente da noite, que ia lá de dia só pra me perturbar, o aumento que o dono da birosca tinha me prometido não vinha nunca e – o pior de tudo – eu estava começando a ter ódio dos seres humanos em geral. Explico: Eu trabalhava de meio dia às 8 da noite. O bar abre às 4. Então, de 4 às 8 eu tinha que lidar, além dos pepinos gerais, também com os clientes. E pessoas que decidem beber às 4 da tarde são… difíceis. Tudo caía nas minhas pobres costas. Reclamações, pedidos malucos, gente que já chegava bêbada, loucos da rua, policiais querendo ver as fitas das câmeras de segurança, gente pedindo emprego, etc., etc., etc. Enfim, passou. Agora estou de férias. Daqui a uma semana procuro outro emprego e tá lindo. Quem me conhece um pouco sabe que eu tenho uma certa dificuldade em dizer não. Ou em dizer o que realmente me incomoda. Faço cara feia, emburro, sumo, etc. Mas não exponho diretamente o que me irrita. E dessa vez tive que fazer isso. O mais engraçado é que meu chefe não me deixou me demitir. Eu dizia: Eu me demito. E ele: Não, você não se demite! Dois dias depois liguei lá pra relembrar que eu tinha me demitido. Passou!

Cigarro. Eu sabia que um dia teria que parar de novo. Não quero ter os problemas que tive no passado por conta desse vício maldito. Aproveitei que o Rafa parou e logo depois a Flávia e… parei também. Está recente e sim, tive recaídas, mas estou no caminho correto. Em um mês acho que não vou nem lembrar que cigarro existe. Torçam por mim.

E a casa nova… um sonho! Meu quarto no basement é lindo, e eu tenho uma “ante-sala” particular, que pintei de verde escuro. Agora vou lascar estrelas brilhantes nas paredes e colocar uma luz negra no teto. Vai ser um espaço místico. Fotos em breve! Ah, e agora temos quintal, jardim e a praia fica na esquina… que beleza! Visitas são sempre bem vindas! Alguém aí vem me ver!!!

***

Foi meio maluco observar as mudanças ao redor de onde moro desde que cheguei. Fazia um friozinho no primeiro dia. Uma semana depois, um calor que no verão se transformou numa filial do inferno de tão quente. Okay, a temperatura não chega aos 40 graus como no Brasil. Mas a sensação é de algo bem pior que isso. Sério. Tentaram me explicar o porquê, mas eu estava muito ocupado me abanando. Depois o calor dá uma trégua. A temperatura fica na medida. Nem frio nem quente. Agradável. E quando você menos espera, um friozinho começa a incomodar. As folhas das árvores vão mudando de cor. Quando você se dá conta, a máxima num dia chega aos 9 graus e as árvores estão esqueléticas, folhas no chão e pessoas de luvas e casacos pesados nas ruas. Ninguém te avisa nada. As coisas vêm. Goste ou não. Talvez por isso eu aceite melhor as mudanças que a vida impõe, ou as que eu preciso me impor para tocar a vida em frente. A gente manda a apatia passear sem se dar conta disso. É bom.

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Meus amigos em Brasília me assustam. Will, Sylvinha, Airton, Botões, Rosália… todos com quem tenho falado ao telefone vez em quando têm me atualizado com o que há de mais moderno em matéria de terrorismo urbano e desobediência civil. Eu penso cá, comigo mesmo, em qual manicômio terminaremos nossas existência no planeta terra. Se bem que o Airton passa mais tempo em outras dimensões que no planeta… mas como é bom falar com eles… Assim eu sei quem eu sou e de onde vim. Assim eu não me perco. Assim a gente fica junto de outro jeito. Amo muito tudo isso, já dizia o sábio Ronald MacDonald. Amém!

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Será que eu coloco alguma foto nessa joça? Acho que se alguém chegou até aqui, merece uma fotinha, né? Xô ver…

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Mô, Colin e eu. hehehe.

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Rafa trouxe do Brasil pra mim o “Mãos de Cavalo” do Daniel Galera. Eu sei que posso soar repetitivo e chato insistindo em falar nesse escritor. Mas eu não posso deixar de recomendar, porque ele é MUITO BOM! Quem puder, leia.

Essa semana reli (ou li, já que foi em inglês) o “Great Expectations” do Dickens. Como foi bom! Agora me toquei que os dois livros (o do Galera e esse) retratam um pedaço da infância. Os momentos únicos e íntimos que acabam nos transformando no que somos quando adultos. Coincidência boa.

De música… nada muito novo. Sem tempo pra absorver banda nova por enquanto. Ou sem vontade mesmo. Então tenho ficado basicamente no Eraser do Thom Yorke, Kaiser Chiefs, Placebo e a PJ Harvey de sempre.

Meu website está saindo… é ótimo, passo uma semana trabalhando nele, jogo tudo fora e começo do zero. Levo um dia pra fazer o que fiz na semana anterior e trabalho mais uma semana em cima da coisa nova pra jogar tudo fora e começar outra vez. Lindo isso. Vamos ver onde é que eu vou parar desse jeito.

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E a despedida hoje é rápida. Amo todo mundo. Beijos.

***

FIM